quarta-feira, 21 de novembro de 2012
O pH do Sangue Humano
O pH do sangue humano precisa estar em seu limite ideal de 7,4 para absorver os minerais necessários à saúde daquele indivíduo. Qualquer alimento sólido, ou líquido, que prejudique o equilíbrio do pH ideal estará comprometendo a saúde. Assim, o pH do sangue humano está inteiramente relacionado à saúde. Uma pequena variação do pH dá oportunidade a uma redução do seu sistema imunológico, dando oportunidade para que seres vivos prejudiciais à nossa saúde, como vírus, bactérias, fungos, que vivem em meios ácidos, com pH abaixo de 7,0 proliferem e encontrem ambiente propício para sobreviver. A maior parte das pessoas acometidas de câncer apresentam um pH no tecido de 4,5. Esse ambiente é pobre em oxigênio e muito propício para instalação de câncer. Dr. Otto Warburg da Alemanha duas vezes laureado, ganhou o seu primeiro Prêmio Nobel pela descoberta de que o câncer se desenvolve em ambiente de menor quantidade de oxigênio e esse ambiente é criado quando o pH é baixo. Quando o pH do sangue está baixo, as gorduras são aderidas às paredes das artérias causando doenças do coração. As doenças causadas pela tireóide é resultado da deficiência do mineral iodo. Esse elemento só é absorvido pelo o organismo quando está com o pH ideal. Por isso, na sociedade atual é freqüente encontrar pessoas com doenças da tireóide, porque atualmente valoriza-se alimentos que proporcionam ao organismo um ambiente de pH baixo. Em resumo, estando o pH do nosso sangue abaixo da normalidade 7,4 estamos propensos a todos os tipos de doenças: Câncer, artrite, diabetes, doenças do coração, fadiga crônica, alergias, além de doenças causadas por vírus, bactérias e fungos. Uma maneira de manter o seu pH é evitar alimentos com pH baixo, como café (em torno de 4,0), refrigerante (em torno de 2,0), cerveja (varia de 2,5 a 4,2 dependendo da marca). Açúcar é um grande rebaixador de pH. Uma água mineral de boa qualidade pode suprir todas essas carências, no entanto precisa ter as seguintes qualidades: ter pH entre 7,0 e 7,5, e ser rica em minerais.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Medicina Funcional Integrativa
Medicina Funcional Integrativa
E se
o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento?
Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que
levamos à boca.
Precisamos mudar a forma
como nos alimentamos?
É
obrigatório que o façamos, porque a alimentação que a população dos países
ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o
que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e
alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à
alimentação que fazemos desde o pós-guerra. A alimentação é decisiva para a
saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade
precoce?
A
geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a
nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente
processados pela indústria alimentar, conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e
ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes
dos alimentos originais e o
organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos.
Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da
produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para
preservar os produtos durante
mais tempo e para os manter bonitinhos.
São
alimentos para ver…
Os
produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada
que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao
longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado
para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como
substâncias estranhas e reage, inflamando-se.
Como é que podemos livrar-nos
dessa teia?
As
escolhas alimentares são
condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher.
Quem é que é ensinado a
consumir maçãs ou laranjas? Ninguém. A informação que passa de forma
subliminar através dos anúncios
da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas
se alguém ler os rótulos
das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a
laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população.
A
atitude da indústria alimentar tem de mudar?
No
global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de
alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados
são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais
frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis
dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar
uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos - é o caso das carnes
de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos
mariscos - é diferente. Sempre que
tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito
nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional,
químico e metabólico está muito longe do alimento original.
Está a falar de alimentos que duram ad eternum?
Por
exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas - uns feitos em casa, com
carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados
e embalados - e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns
hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao·contrário
dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser
comida?
Quando ingerimos produtos desse tipo
como é que o organismo reage?
Defende-se
e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo,
que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de
energia, são também o depósito
de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para
impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo, cria bloqueios bioquímicos e
alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições.
Hoje ninguém sabe, que
consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom
trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados -
se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um
sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já
ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica.
E o que é que acontece?
Veja-se
o ácido fosfórico,
um aditivo que está presente em alimentos de consumo diário, como os cereais de pequeno-almoço e
os refrigerantes. Quem ingere estes produtos todos os dias, além de ficar com o sistema
acidificado e perder cálcio (uma compensação do organismo que depois
predispõe à osteoporose),
também fica numa excitação
- o ácido fosfórico é um estimulante cerebral e é óbvio que uma criança que de
manhã come um prato de cereais chega à escola e não para quieta. O ácido fosfórico altera o
comportamento e em determinadas concentrações é neurotóxico.
Como é que os alimentos atuam no
organismo?
Os
alimentos servem para construir tecido, osso, órgãos, etc., e para nos darem
energia, mas o que as ciências da nutrição têm vindo a mostrar é que os
alimentos são essencialmente moduladores do comportamento celular - são
informadores das células, dizem-lhes como devem funcionar. Imagine que tem um
prato com uma determinada quantidade de proteínas (peixe ou carne) e outra de hidratos
de carbono. Só a proporção entre a quantidade de carne e batatas ingeridas vai
informar o organismo da necessidade de produzir uma hormona ou outra, neste caso insulina (que é a
hormona do armazenamento) ou glucagon (a hormona do desarmazenamento).
Explique lá melhor...
Se comer mais proteínas do que hidratos
de carbono, vai produzir mais glucagon e induzir o metabolismo a ir
buscar gordura acumulada para disponibilizar às células, ou seja, vai desarmazenar. Mas se comer mais arroz, massa
ou batatas vai dar uma ordem em sentido contrário, vai dizer que é precisa mais
insulina e vai acumular gordura.
Mas se as pessoas forem ativas podem
queimar essa energia...
Isso
é outra coisa, o que importa reter é que na proporção hidratos de carbono/proteínas a quantidade de
açúcar que chega aos sensores do tubo digestivo aciona imediatamente uma
ordem de libertação de
glucagon ou de insulina. Se a indicação é libertar glucagon, o organismo
vai usar a gordura acumulada, se a ordem for para libertar insulina, o organismo
vai armazenar gordura. Isto é pura informação.
Quem quer perder peso tem de saber isso,
certo?
Se a
pessoa tiver consciência da informação que dá ao corpo tem muito mais
capacidade para o modular. Outro exemplo. A leptina, a hormona que sinaliza o apetite, que depende
sobretudo do ritmo solar.
Ora,
uma pessoa equilibrada, que durma de noite e trabalhe de dia, produz mais
leptina de manhã (e tem apetite) e ao fim do dia produz menor quantidade (o
apetite diminui). Se uma pessoa comer muito à noite estraga este equilíbrio e a
certa altura está sempre com fome porque inutilizou os sensores da leptina. Nós
somos mamíferos e de noite, quando dormimos, não precisamos de comer. O nosso corpo tem a sabedoria
para sinalizar o apetite em função da hora do dia – comer muito à noite estraga
essa sinalização, faz ter apetite a toda a hora.
A
alimentação é bioquímica?
Os
alimentos são veículos de comunicação. Se fizer uma refeição de gordura saturada - uma sopa com
um chouriço e depois um
cozido à portuguesa - dá um sinal à cárdia (esfíncter entre o estômago e
o esófago) para alargar e
é assim que ocorrer o refluxo gastroesofágico e aparece a azia. A
gordura saturada é um sinal que se dá à cárdia para se manter aberta. Se no dia
seguinte, a mesma pessoa, só
comer azeite ou gorduras de peixe não terá azia. Sabe porquê? É que o azeite ajuda a fechar a
cárdia. Este é outro exemplo que ilustra a importância do conhecimento.
Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas.
A forma como nos alimentamos, dita o
comportamento das células?
Quando ingeridas, as gorduras saturadas e as
gorduras ómega 6 (provenientes essencialmente dos animais e dos cereais, sobretudo
da soja) são a estrutura a partir da qual as células fazem substâncias pró-inflamatórias.
As gorduras ómega 3 - provenientes das
algas e dos peixes - são as que permitem que as células produzam substâncias
anti-inflamatórias. Se uma pessoa tem uma doença
inflamatória (por exemplo, uma alergia, artrite ou doença autoimune) e come
muita gordura saturada, esta vai funcionar como substrato para a fogueira e agravar
o processo inflamatório da doença que já tem. Ao contrário, se a pessoa ingerir gorduras
ómega 3, vai ser capaz de construir extintores de incêndio para que as suas
células produzam anti-inflamatórios.
Há outros exemplos?
Se
uma pessoa tem tendência
depressiva, porque não consegue produzir serotonina em quantidade suficiente, deve
comer os alimentos que têm os aminoácidos precursores da serotonina - a carne de peru, por
exemplo, é extremamente
rica em triptofano, que é um precursor da serotonina. Se a pessoa souber
isto, no outono, quando o tempo fica mais escuro, porque é que não há de comer
mais carne de peru em vez de carne de vaca?
A alimentação e o processo digestivo
podem agravar ou controlar certas doenças?
Sim,
se uma pessoa tem uma predisposição
genética para a diabetes,
Alzheimer, etc., a doença só vai manifestar-se se o gene for ativado. Mas
o que as pessoas precisam de saber é que os genes também podem ser desativados - é a modulação
genética através da nutrigenética.
Como? O que ativa ou suprime a expressão dos genes é a presença de determinados
fitoquímicos, substâncias que também se encontram nos alimentos.
Podemos dizer que há alimentos
anti-inflamatórios?
Claramente.
Os que têm ómega 3 -
sardinha, cavala e os peixes das águas frias do Norte. Algumas
substâncias vegetais dos legumes (tomate), frutos (quivi) e especiarias (a curcuma, que confere a
cor amarela ao caril) também têm efeito modulador de alguns genes pró-inflamatórios.
Mas alimentos anti-inflamatórios devem ser consumidos, independentemente
de se ter doença ou não. Hoje sabe-se, que um cérebro com Alzheimer já está inflamado vinte anos
antes da manifestação da doença. Todas as doenças degenerativas começam com
processos inflamatórias, as autoimunes também. Não conhecemos é as causas.
Há substâncias que devem mesmo ser
eliminadas da alimentação?
Os aditivos químicos.
Falo das substâncias químicas que não são alimentos, que são usadas pela
indústria alimentar e podem ser geradoras de inflamação em contacto com o
organismo. A vida corrente não nos permite evitar todos os aditivos, mas se
estivermos despertos para esta realidade teremos mais atenção, faremos escolhas
mais saudáveis e ingerimos menores quantidades.
E as
gorduras?
As
gorduras ómega 6, que se encontram nas margarinas e nos óleos e
que
são provenientes da soja, do milho e do amendoim, são claramente
pró-inflamatórias. Precisamos de ómega 6 no organismo, mas em quantidades
muito reduzidas. O problema é que a cadeia alimentar atual é geradora de uma
alimentação extraordinariamente rica em ómega 6 e pobre em ómega 3. Basta
pensar que, dantes, as galinhas e as vacas comiam erva, agora comem rações
provenientes da soja; os peixes comiam algas, agora comem rações também com
soja. Os produtos alimentares que usamos são essencialmente da linha
produtora de ómega 6.
Nos supermercados temos centenas de
alimentos à escolha.
Precisamos de tanta coisa?
Não
precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade
alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são
provenientes de quatro ou cinco alimentos - cereais, lácteos, açúcares e gorduras - e da
indústria de processamento. Se olharmos para a quantidade de legumes, frutos, oleaginosas e peixe que as
pessoas comem no dia a dia verificamos que não há variedade alimentar, as pessoas comem quase
sempre o mesmo. Já pensou na variedade de saladas que é possível fazer? Mas se
perguntar a alguém qual é a que come, diz-lhe alface e tomate.
No supermercado fazemos escolhas
condicionadas pela publicidade e o marketing. Como podemos fugir a isso?
Só
vai mudar com a informação dos cidadãos. Nos países do Norte da Europa, onde a
população é muito mais esclarecida, não encontramos nos supermercados esta
quantidade enorme de alimentos-lixo – basta verificar que o espaço ocupado por refrigerantes,
cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares é muito reduzido. Exatamente o oposto do que se passa em
Portugal.
A crise económica e as dificuldades das
famílias podem piorar ainda mais a alimentação dos portugueses?
Também pode acontecer o contrário.
Numa altura em que todos sentimos uma necessidade absoluta de gerir muito bem
os orçamentos familiares, devemos fazer listas de compras de forma racional. E
antes de comprar certos produtos alimentares, é obrigatório perguntar:
«Preciso mesmo disto? Vale a pena? Faz-me ficar mais
forte, vital, inteligente? Tem mais nutrientes?» Ocasionalmente, podemos
comprar os tais alimentos que não comportam nenhum valor acrescentado mas que
agradam ao paladar, mas isso é num dia de festa.
De que produtos podemos e devemos mesmo
prescindir quando vamos às compras?
Devemos
tirar os refrigerantes,
cereais com açúcar., pastelaria, óleos e margarinas - para cozinhar
devemos usar o azeite, só azeite. Todos os refrigerantes são um estrago de dinheiro - as pessoas
devem beber água. Os
cereais com açúcar (os de pequeno-almoço e as bolachas) também são
prescindíveis - devemos escolher
cereais completos, integrais, que até são mais baratos. Compare-se o
preço de uma caixa de cereais de pequeno-almoço com o de um pacote de flocos de
aveia, que são altamente nutritivos. A aveia é muito mais barata, e muito nutritiva.
Mas comprar carne magra e peixe gordo,
frutos e hortaliças é muito mais dispendioso...
Mas
há estratégias que podem ser implementadas. Uma é comprar carne de melhor
qualidade e comer menos quantidade e menos vezes.
É preferível comer carne três vezes por
semana em vez de comer carne gorda todos os dias. Além disso, toda a gente
ganha se fizer uma
alimentação vegetariana dois dias da semana e em vez da carne comer, por
exemplo, arroz de feijão ou grão-de-bico com massa. Se acrescentar hortaliças, ervas
aromáticas e azeite, podemos dizer que são refeições perfeitas. Menos
carne, mas de melhor qualidade; mais peixe (incluindo cavala e sardinhas,
frescas ou em conserva de azeite) e ovos (podem ser consumidos três ou quatro
por semana) são opções a privilegiar.
Não retira massa, arroz ou batatas ao
seu carrinho de compras?
Não,
mas reduzo as quantidades
ingeridas. No prato devemos ter pequenas porções de massa, arroz ou batatas e maior quantidade de
hortaliças, legumes e leguminosas.
Fala-se muito na responsabilidade social
da indústria farmacêutica, que ganha dinheiro à custa do tratamento dos doentes.
E quanto à responsabilidade social da indústria alimentar, que ganha dinheiro
atirando-nos para a doença?
A indústria alimentar está a fazer maus
alimentos, mas a verdade é que as pessoas só compram o
que querem. Sei que quanto
menor é a informação maior é a permeabilidade ao marketing, mas o
caminho também se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização.
Custa-me imenso ver nas caixas de supermercado que as pessoas aparentemente
mais pobres também são as que levam os carrinhos repletos de produtos inúteis e
nefastos para a sua saúde. É preciso repensar a política alimentar e inovar.
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